Tecnologia SSD

Muitas vezes as unidades SSD são referidas como discos SSD ou discos sólidos, estando tecnicamente esta descrição errada, já que os SSD não incluem discos no seu interior. A grande diferença de um SSD para um disco rígido tradicional é o facto do primeiro não incluir qualquer componente móvel, ou seja, são constituídos por chips de memória.
 
Nos SSD comuns, a memória é do tipo flash, o mesmo tipo de memória que se utiliza, por exemplo, nos cartões de memória ou nas pens USB. A grande vantagem do flash é ser não volátil, o que significa que não precisa de energia para manter os dados, dependendo o desempenho de uma unidade SSD do tipo de memória flash que utiliza, do controlador (elemento que faz a ponte entre o sistema e a memória flash) e do modo de ligação dos chips (por exemplo, alguns SSD têm chips de memória flash ligados em RAID 0 para aumentar o desempenho). 
 
Os discos rígidos tradicionais têm um método de funcionamento completamente diferente, são constituídos por pratos cuja superfície é forrada por partículas magnéticas que são organizadas pelas cabeças de gravação de modo a criar os bits (0 e 1). As mesmas cabeças têm também a capacidade de leitura e percorrem os pratos enquanto estes rodam. A mecânica do disco - motor para movimentar os pratos e o motor para movimentar as cabeças - é normalmente a principal origem de avarias.
 
 

Mais velocidade ou mais espaço?

 
Mais rápidas, mais fiáveis, menos ruidosas e menos consumidoras de energia, estas são as vantagens anunciadas pelas unidades Solid State Drive (SSD) que muitos especialistas acreditam vão acabar por substituir por completo os discos rígidos tradicionais.
 

Tempo de acesso

 
Os tempos de acesso são muitas vezes esquecidos quando se fala de uma unidade de armazenamento, mas em algumas situações o tempo de acesso é tão ou mais importante que as taxas de transferência. Nos discos rígidos tradicionais, as cabeças de leitura têm de se mover sobre a superfície dos pratos até encontrar os dados para ler ou espaço livre para gravar, o que leva o seu tempo. Apesar de os fabricantes indicarem tempos de acesso próximos dos 5 ms (5 milésimas de segundo), estes valores são obtidos para pesquisas próximas do centro do disco, sendo os valores médios para pesquisas sobre toda a superfície bem maiores, muitas vezes acima dos 15 milissegundos. Menos de 2 décimas de segundo não parece muito, mas quando multiplicado pelo grande número de acessos a ficheiros que acontece sistematicamente em qualquer computador, o impacto negativo sobre o desempenho torna-se evidente. 
 
Nas unidades SSD, mesmo nas mais lentas, o tempo de acesso é muito próximo de 0, ou seja, os comandos de leitura e gravação são executados quase instantaneamente. No que ao desempenho diz respeito, esta é a melhor característica das unidades SSD, nem mesmo os mais rápidos discos rígidos SATA conseguem chegar próximo dos tempos de acesso das unidades SSD.
 

Segurança

 
A ausência de partes móveis e de partículas magnéticas sensíveis torna os SSD bem mais fiáveis do que os discos rígidos tradicionais, é exactamente este o motivo pelo qual este tipo de unidades já começa a aparecer com frequência em portáteis, máquinas mais sujeitas a vibrações e outro tipo de acidentes. Esta diferença é ainda mais evidente quando se utiliza o RAID 0, que diminui para metade a fiabilidade de um sistema de discos rígidos. 
 

Consumo energético

 
Os SSD consomem significativamente menos energia que um disco rígido. 
 

Conclusão

 
Os SSD são as unidades de armazenamento do futuro, têm vantagens evidentes em termos de desempenho e fiabilidade, fazendo sentido quando a fiabilidade é uma prioridade absoluta.

Vantagens:

 
  • Tempo de acesso reduzido, uma vez que o acesso à memória RAM é muito menor do que o tempo de acesso a meios magnéticos ou óticos. Outros meios de armazenamento sólidos podem ter características diferentes;
  • Eliminação de partes móveis eletro-mecânicas, o que reduz vibrações e os torna completamente silenciosos;
  • Por não possuírem partes móveis são mais resistentes que os HDs comuns contra choques mecânicos, o que é extremamente importante quando se fala em computadores portáteis;
  • Menor peso em relação aos discos rígidos, mesmo os mais portáteis;
  • Consumo reduzido de energia;
  • Possibilidade de trabalhar em temperaturas maiores que os HDs comuns - cerca de 70° C;
  • Banda muito superior aos demais dispositivos, com dispositivos apresentando 250MB/s na gravação e até 700MB/s nas operações de leitura.

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